domingo, 21 de março de 2010

Era uma rosa vermelha
ou uma rosa branca tingida de sangue
eram lábios de tentador rubor
ou eram lábios famintos de vida
eram olhos de escuro intenso
ou eram olhos vazios de luz?

Amargo prazer

Toco-te com os lábios desejosos;

olhos fechados e espírito leve.

Degusto-te com suave requinte

de prazer imensurável.

Aprecio-te como a linfa soberba

que leva de mim todos os pesares.

Trago-te como sopro divino

do alívio tardio, mas triunfante.

Deixo-te como vestígio agonizante,

Tentador sedutor

Do qual se bebe o amor.


Quero ser a noite

Já não me basta este corpo de carne
E já me doem lembranças desta vida
Eu quero ser a noite, em todo seu esplendor
Quero ser o céu escuro que te cobre nas noites sem lua
Já não me basta esta beleza limitada
Essas paixões de memórias
Este corpo de vida curta
Não quero ser lembrada
Não quero ser esquecida
Não quero estar aqui
Eu quero ser
Apenas ser
E sempre ser
Eu quero que me sintas, me toques, me vejas
E eu não estarei lá
Não quero estar ao teu lado para que apenas assim penses
em mim
Eu
quero ser a noite, em todo seu esplendor
A noite de beleza eterna
Quero ser a brisa que te toca todas as manhãs
Que te traz noticias de além mar
Eu quero ser o manto negro que te cobre ao final de todas as tardes
Eu quero ser a noite
Quero ser para sempre

sábado, 20 de março de 2010

sábado, 13 de fevereiro de 2010

A Cadeira

Vejo a cadeira,

ela me vê,

engole-me,

pois discuto pela cadeira

a sua estabilidade mórbida

e sustentação ameaçadora

A cadeira imóvel,

tranqüila.

Eu me enojo,

pois não sou a cadeira,

não posso ser,

não sei o que é ser.

Estou confuso

entre a distância da cadeira

e os meus olhos,

ela tão fria

que fria fica

que fria passa

que fria é.

A cadeira sem fala,

Fala-me,

em gestos ausentes de movimentos

demonstra:

sua expressão assombrosa,

seu silêncio deslumbrante

Eu me limitei à cadeira

o limite de não ser

por ver o que não sou

e sentir o que não poderia.

Cansado da cadeira

digo fim

admitindo meu não:

eu não sou a cadeira


ass: Karla Maggot

Doce Pecado

Doce pecado!

Doce como a maçã da serpente do paraíso

Este sentimento é arrebatador, incontrolável, insaciável...

Tão animalesco e instintivo!

Provoca culpa e prazer.

Leva-os ao êxtase que beira a Insanidade

Eles não se contêm,

entregando seus corpos à luxúria

Como se Eros e Afrodite

se apoderassem deles

As horas passam imperceptíveis aos seus olhos.

Mas isso já não importa!

O prazer os leva ao infinito,

onde não há tempo, mas somente os dois...

imortais em seu pecado

Seus corpos em um ritmo frenético

se afogam em prazer

E amor carnal.

Vivem um em prol do desejo do outro...

Alimentando-se da libido

que seus corpos exalam.


ass: Karla Maggot

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Em Busca da Paz

Me escondi por muito tempo...

Buscando ser uma pessoa normal

Sempre fui triste, mas tentei ser forte,

Achei que fosse só uma fase de minha vida

Mas percebi que não, minha sina é ser assim

Constantemente angustiado e triste

Os dias passam lentamente

É uma tortura viver

Mas sou covarde, não tenho coragem de usar a adaga

E atravessar esse meu coração deprimido

Minha alma atordoada viverá por muito tempo,

E quem sabe em uma outra vida,

Minha alma seja alegre, feliz...

E enfim possa descansar em paz


ass: Karla Maggot