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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Eskander
Eu respiro o perfume do lírio do campo Que já não sustenta mais de angústia Sangram as lágrimas que caem... suspiram à saudade que varre as lembranças... Quero cair... quero me jogar ao longe onde nada mais me acolherá Quero derramar sozinha minhas lágrimas Como o lírio, quero me isolar... mesmo que eu sangre até a sublime morte... Quero deitar sob a terra e observar a beleza de estar vulnerável e sozinha Ser absorvida para seu interior Ser parte da sua essência É tudo que quero e penso em sentir Em meus mais profundos momentos de desespero de quando minha alma exala a essência da morte Ao mesmo implicita o desejo de estar permeando a beleza vivida aos antepassados Um desejo que arde... que anseia a interromper esse sentimento Mas que não tem forças para lutar a isso... A esperança que resta não basta... Liga-se a mim por apenas um trêmulo fio Que a qualquer momento, assim como minha vida, poderá se romper. ass: Karla Maggot |
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
...agora e na hora de nossa morte...
Muito orei pra não ver este momento Pra não sentir o cheiro destas flores Agora é tarde, tudo foi em vão Anjos e Demônios Dançam em minha cabeça Não tem mais peso as mentiras nem extensão as verdades Tudo agora é um grande vazio Um buraco em minha existência E pouco a pouco, vou perdendo o controle Não consigo entender Ninguém precisa mais de você, do que Eu Não eram essas as flores que você merecia Agora muito depressa, estou perdendo o controle Não há mais vontade alguma Agora me falta o "Alguém". ass: Karla Maggot |
Distante
O que eu vi diante de você, Foi a imagem que esperava ver Desesperado sem saber porque Deixando a vida, deixando de viver.
A solidão amiga e companheira Estranha face fria e sossegada Angústia pelo silêncio à noite inteira Na bela noite negra e gelada.
Pairou diante de mim por tempo Com cegos olhos me via diferente Como a lenta morte, soprava o vento Sinto te deixar, embora, sem lamento.
Nosso tempo já foi diferente A mudanças por que passa agora Mas a dor entre nós era intermitente Dou-lhe adeus e deixando-a ir embora.
Deixando um peso na alma sem saber Quando a vi na margem do rio, Águas turvas mas também calmas No momento que não esperava reviver.
Agora você está aí sem nada a fazer Deixo contigo minhas tristes lembranças Pela eternidade, irei me arrepender Ver-te ao meu lado ainda é minha esperança. ass: Karla Maggot |




